ARQUITETURA PEDAGÓGICA
Ao longo do desenvolvimento do projeto, considerar, observar e descrever o processo de aprendizagem das crianças com base nos seguintes aspectos cognitivos e de desenvolvimento emocional e social:
* As expressões artísticas através do desenho;
* Linguagem verbal e expressões corporais;
* capacidade de classificação e seriação ( apenas como diagnóstico do nível de desenvolvimento);
* A percepção do ambiente: sala de aula, pracinha, área coberta e outros;
* A interação dos sentidos com o ambiente;
* A manipulação dos objetos e a relação com estes;
* Os movimentos, repetições intencionais e espontâneos;
* A superação de obstáculos e desafios;
* Considerável aumento do vocabulário;
* Exercício da linguagem por meio de músicas, poesias, etc.;
* Socialização;
* Identidade;
* Hábitos de higiene;
* Cumprimentos, pedir favor, agradecer, pedir licença, comportar-se à mesa;
* Ser corajoso, ajudar os outros, “ser bom”;
* Papéis e atitudes em geral;
* Auto identificar-se.
As atividades e diferentes situações serão registradas por meio de fotografias e filmagens que serão formatadas em um DVD. Cada criança receberá um exemplar como lembrança de suas aprendizagens e momentos na escola. Este evento será em uma reunião com os pais, dia 22/06, com apresentação do vídeo e da proposta de trabalho efetuada durante o estágio.
As atividades criadoras serão arquivadas em um portfólio. Cada criança receberá o seu como incentivo e reconhecimento de autonomia.
A avaliação do projeto será através de relatório e descrição do desenvolvimento das crianças, com os dados observados e recolhidos em todo o processo do estágio.
Algumas considerações:
Segundo Piaget esta turma está em transição do estágio de desenvolvimento sensório-motor e pré-0peratório ( simbólico), no nível de linguagem hora monólogo, hora monólogo coletivo (todos falam ao mesmo tempo sem que respondam as argumentações dos outros. Duas crianças “conversando” dizem frases que não têm relação com a frase que o outro está dizendo). No nível de organização e socialização: hora individual, hora pares móveis. No nível de representação gráfica (desenho): realismo fortuito (rabisca e descobre ao rabiscar um significado para aquilo que faz) e no nível de representação (corpo): imitação com modelo e em outro momento, imitação sem modelo. Claramente pode ser percebido aspectos do nível sensório-motor e aspectos do início do nível pré operatório em uma mesma criança.
ASPECTOS A SEREM CONSIDERADOS EM MEU ESTÁGIO NA MINHA AÇÃO DOCENTE:
Nunca subestimar a criança quanto a suas capacidades;
Não fazer pela criança aquilo que ela pode fazer sozinha;
A criança deve estar em constante atividade cujo tempo de duração deve ser considerado;
Observar o nível da criança no planejamento das atividades;
A criança deve aprender pela sua própria ação;
Ensinar através da ação e não verbalizando;
As habilidades a serem desenvolvidas devem ser aprendidas por meio da ação;
Lembrar que se não for possível ensinar pela ação, a aprendizagem não está adequada ao nível da criança;
As atividades devem ser planejadas de forma graduada conforme o nível de desenvolvimento;
Deixar transparecer a afetividade igual por todas as crianças;
Não ter preconceitos;
O relacionamento com as crianças deve ter como base a afetividade;
Orvar os problemas emocionais apresentados pelas crianças e discutidos com a coordenadorabse, psicóloga e diretora da escola;
Não usar diminutivos nas palavras;
Evitar manifestações de raiva e gritos com as crianças;
Evitar transmitir desânimo e cansaço para as crianças;
Ser expressiva em tudo o que falar e fizer;
Não ter vergonha e inibição ao contar histórias e dramatizar;
Permitir que a criança manifeste sentimentos de alegria, vitórias, tristeza, tristeza, choro, festa e carinho;
Ver as situações de socialização como boas e úteis;
As soluções de conflitos de socialização devem ter a orientação do professor de forma a estimular a resolução sem a retirada do problema;
Acompanhar, controlar e propor situações e atividades de socialização;
Considerar nível da criança nas atividades de socialização;
Na sala de aula deve prevalecer o espírito coletivista, segundo o nível da criança;
As atividades socializadoras não devem prejudicar a satisfação individual;
Não impedir que as crianças conversem;
Sempre que possível, permitir que as crianças sentem-se em grupos;
Após uma atividade pedir sempre que a criança descreva a ação como tomada de consciência;
Fazer muitas perguntas e discutir sempre;
Promover a tomada de consciência coletiva;
Ao responder as perguntas, despertar o espírito de pesquisa;
Sempre que possível, responder as perguntas com a experimentação;
Responder as perguntas usando a linguagem correta e considerando o nível da criança;
Na tomada de consciência, discutir questões sociológicas como, por exemplo, a reintegração de uma criança no grupo;
Planejar e discutir as atividades previamente com as crianças;
A tomada de consciência coloca a criança em contato com a realidade;
A tomada de consciência é o vínculo que leva a criança a se perceber como individuo e sua própria ação e lugar no mundo.
BIBLIOGRAFIA:
PRÉ-ESCOLA E ALFABETIZAÇÃO. Adriana Flávia santos de Oliveira Lima,Uma proposta baseada em P.Freire e J.Piaget_ Adriana Flávia santos de Oliveira Lima, 1991, cap.4 e 5.
WEBGRAFIA:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Piaget
http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/filosofia/filosofia_trabalhos/preoperatorio.htm
http://www.admiravelmundo.com.br/estagios.asp
Comments (5)
Cristiane Pelisolli Cabral said
at 5:20 pm on Apr 15, 2010
Oi Elisângela !
Já temos um bom começo por aqui...
Olha só... Como pensas em fazer problematizações com teus alunos?
Outro ponto para desenvolver aqui: como vamos integrar tecnologias uma vez que tua escola não tem computadores? Vamos pensar nas outras possibilidades de trabalho com tecnologia ! Vamos "encorpar" essa Arquitetura Pedagógica !
Tutora Cristiane
Elisângela Martins Rodrigues said
at 6:01 pm on Apr 15, 2010
Oi. Pensando em arquiteturas pedagógicas e tecnologias, penso em filmar diferentes situações em que meus alunos verbalizam, dialogam ou simplismente balbuciam. Penso em comparar o desenvolvimento da linguagem oral e expressiva ao longo do processo, com as atividades propostas no projeto. Culminar tudo isso com um dvd que servirá de presente para a família e material para a avaliação da turma e o parecer descritivo de cada um. colocarei tudo isso direitinho aqui na página. Abraço.
Darli Collares said
at 11:19 am on Apr 18, 2010
Elisângela, deixarei, como poderás verificar, as questões das arquiteturas pedagogicas mais com a Cristiane. No entanto, farei algumas intervenções. Por exemplo, essa ideia da filmagem e do retorno ao grupo do que foi filmado é ótimo. Com isso, as crianças passam a reconhecer-se e a reconhecer seus colegas, em situações que já foram vividas. Não sei se estás filmando eles dormindo. Poderias fazê-lo e, ao projetares para o grupo, poderias pedir que se reconhecessem. Fazendo cara de espanto ou de quem não está entendendo, podes perguntar como eles sabem quem é quem, se estão de olhos fechados. Com isso, convidarás as crianças a apresentarem outras características e a te "ensinar" como descobrir quem é quem. Abs
Darli
Elisângela Martins Rodrigues said
at 2:22 pm on Apr 18, 2010
Oi querida darli, tirei fotografias deles dormindo. Estas expressões foram apresentadas por eles, fizeram carinha de espanto e outras mais. tenho questionado muito eles levando a compreender o conceito de identidade, tanto a sua como a dos coleguinhas. dias atrás ainda não identificavam-se pelos próprios nomes e agora já estão fazendo isso. Abraço.
Darli Collares said
at 7:07 pm on Apr 23, 2010
Que bom, Elisâgela! Esse olhar o outro é importante para que eles se identifiquem também. Chegaste a mostrar para eles as fotos? Se perguntaste como é possível identificar alguém se estão dormindo, quais as características que destacaram? Abraço. Darli
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