PLANEJAMENTO: 5ª SEMANA
TEMA: PERCEPÇÃO DO CORPO/ORALIDADE EM SI
OBJETIVOS:
* Perceber a composição da própria imagem do seu rosto.
* construir o conceito de corpo;
* saber identificar as partes de um corpo;
* Desenvolver a expressão corporal;
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2ª FEIRA
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3ª FEIRA
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4ª FEIRA
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5ª FEIRA
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6ª FEIRA
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RODINHA: Chamada: Cada criança que veio, é chamada e coloca seu bonequinho símbolo no mural. Identificar as crianças que não vieram.
Canção: : “Cara redonda, que hoje eu fiz, tem olhos, tem boca, pequeno nariz, tem duas orelhas, que são bem iguais, cabelos, bem fofos pro alto e pra trás.” Enquanto a música é cantada, a criança coloca o dedinho no que está sendo dito.
Canções de obs. do tempo e de cumprimento.
Atividade criadora: Enquanto é cantada a música aprendida na rodinha, as crianças pintam o desenho de um rosto.
Atividade dirigida: dançar e representar a letra da música VOCÊ É ESPECIAL ( a letra vai identificando as partes de um corpo, as crianças devem colocar a mão na parte identificada enquanto canta e dança).
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RODINHA: canções da rotina;
Músicas da semana: Cara redonda, janela...janelinha,
ATIVIDADE CRIADORA: Com massinha de modelar, amassar dentro de uma tampa de lata de Nescau, fazendo o molde de uma carinha. Em seguida com a ajuda da professora, compor a carinha com os olhos, boca e nariz. Deixar secar e expor os trabalhinhos na sala.
Atividade dirigida:
Em local amplo, pede-se que as crianças caminhem sem tocar nos coleguinhas, devendo fazer o que a profª solicita. Depois de realizada a solicitação, voltam a caminhar e assim, até o jogo ser concluído pelo cansaço do grupo , desinteresse ou pelo tempo. A profª diz: caminhando,,,/ volta a dizer: mão com mão: as crianças, então, procuram um (ou mais) coleguinha para tocar a mão dele(s) // caminhando..../ pé com pé// joelho com joelho.... As crianças adoram e acabam se integrando de forma prazerosa e atenta. Há um outro jogo também, muito interessante, embora mais complexo, que é Aponta para o que escuta: aponta-se para o pe´e se diz "este é meu joelho", em continuidade o outro jogador aponta para o joelho (que ele ouviu) e diz este é meu queixo e assim por diante.
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RODINHA:
Músicas da semana; Música: “Põe a mão na cabeça, põe a mão no umbigo, dá um remelexo no corpo, e dá um abraço no amigo. Repetir para que cada criança tenha a oportunidade de abraçar o amigo da esquerda e da direita na rodinha.
Apresentar para as crianças o bebê em formação: na rodinha explicar que o bebê ainda não tem nome, não se sabe se é menina ou menino e cada criança levará o bebê para casa, junto com a família ir completando o bebê até que ele(a) adquira identidade. Mandar bilhete para as famílias com as orientações. O bebê irá visitar a casa de uma criança por dia e a família terá de preencher seus espaço no diário do bebê, dizendo o que acrescentou e o por quê acrescentou este algo.
Atividade dirigida: Brincar com os sopradores;
Na rodinha, a professora passa o bebê de mão em mão, agora com nome e identifica cada parte do corpo. As crianças imitam a professora repetindo os nomes das partes do corpo do bebê.
Atividade criadora: colar os cabelos na cabeça feita com massinha de modelar na aula anterior.
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FERIA-DO
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PON-TE
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ATIVIDADE CRIADORA DE 2ª FEIRA
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/rosto-para-colorir/imagens/rosto-1.gif
REFLEXÃO SEMANAL: 5ª SEMANA
Se as professoras orientadoras e supervisoras de meu estágio assistissem a hora da rodinha em minha turminha na última quarta feira, eu já estaria passada no curso PEAD sem precisar de nenhuma avaliação. Foi lindo! Que momento!
No planejamento do último dia letivo da semana, estava programado a apresentação do bebê, este, feito de crochê ( por mim, rsrsrsrsrsrrsrs), sem rosto, sem roupas, apenas cabeça, tronco e membros. Mostrei o bebê, antes de colocar o último braço. As crianças formaram concretamente, a idéia de que o bebê está em formação. Expliquei que todos irão receber o bebê em sua casa e, com a família, decidirem e acrescentarem o que ainda está faltando no bebê. Todas as crianças tiveram a oportunidade de dizer o que colocarão. A beleza disso tudo, é que, na semana anterior, ainda não possuíam o conhecimento de que no rosto ficam os olhos, boca e nariz, etc. E, neste dia, na rodinha, não só demonstraram que, no decorrer das atividades desta semana, aprenderam o que compõe um rosto, como, também, ampliaram seus conceitos na formação do corpo. Foi muito nítida esta evolução e quem sabe agora na próxima semana posso realizar a atividade sugerida pela professora Darli: “Enquanto é cantada a música CARA REDONDA...; As crianças desenham um rosto”. na semana passada, adaptei esta atividade, pegando no dedinho das crianças enquanto desenhavam e o desenho sendo feito em um rosto já moldurado. Meu objetivo foi exatamente em construir o conceito de rosto: consegui alcançá-lo.
Esta atividade foi extremamente importante para que eles, agora, possam completar o bebê que irá visitar suas casas e voltará para a sala de aula após ser acrescentado algo. Este algo será discutido na rodinha para que as crianças compreendam o ponto de vista umas das outras.
Observei que nesta 5ª semana de estágio, as crianças brincar muito mais de casinha. “Passaram a brincar de casinha”, como diz minha colega de sala. Depois de demonstrarmos como se brinca de casinha, elas viram pelo exemplo, pois, não sabiam o que fazer com os objetos da casinha, apenas remexiam neles aleatoriamente sem brincar com eles. Agora, brincam mesmo, umas com as outras e os objetos fazem sentido. Passaram a usar a caixa de fantasias e a trocar de roupas todo o tempo para olharem-se no espelho. Ensaiam performance e interpretam personagens. Isso é bem recente, coisa de uma semana para cá, depois que nós professoras começamos a brincar de casinha e nos vestir com as roupas da caixa de fantasias. Também observei que não estão mais interessadas nos jogos de montar, légos, etc. Acredito que antes manipulavam por manipular e terei de mostrar sentido nestes jogos também.
Numa reportagem com o título “O que não pode faltar na educação infantil”, novembro de 2008, revista NOVA ESCOLA, Texto de Beatriz Santo mauro e Luiza Andrade, afirmam que: “ Com cerca de 2 anos, a criança continua repetindo o que vê e também os gestos que guarda na memória de situações anteriores, tentando encaixá-los no contexto que acha adequado”. Por isso a importância de nós adultos, demonstrarmos o que queremos que as crianças compreendam e, fazer de nossas atitudes, lembranças que tenham significados para que elas possam adequar em suas próprias experiências.
Estou curiosa para ver como virá o bebê na próxima semana e ansiosa para o bate papo na hora da rodinha. É muito legal querer que chegue a próxima aula para poder dar continuidade a um trabalho!
Quanto ao projeto do estágio em si: Oralidade, percebi que um menino que usava a palavra mãe para toda a palavra que queria dizer e que na semana passado disse a palavra casaco, está aumentando aos poucos seu vocabulário para palavras pequenas e geralmente significando respostas coletivas. Mas, está pronunciando algo mais e isso é que é importante. Logo vai perceber a existência de outras palavras que podem expressar o que ele deseja comunicar. A menina que tinha dificuldade de comunicar-se, não falava por inibição ou até mesmo dificuldade de adaptação ao grupo, está se soltando e agora dá gosto de se ver, fala corretamente, mesmo que com um tom ainda de autoridade e traços do egocentrismo, mas, já apresenta um quadro significativo. Até os professores das outras turmas estão observando as mudanças.
Comments (3)
Darli Collares said
at 8:25 pm on May 10, 2010
Elisângela, que bom que acolheste as sugestões. Lamento que mudaste o objetivo da "cara redonda". A ideia é a construção do rosto sem modelos para que se possa observar o desenvolvimento da criança em relação a organização espacial num todo contínuo, como o rosto. Espero que faças um dia, mesmo com esta turma.
A que feriado te referes?
Boa mini semana.
Abraço
Darli
Elisângela Martins Rodrigues said
at 7:18 pm on May 11, 2010
Claro que farei, é que esta turma não faz ainda nenhuma forma em desenho, haveriam apenas riscos sem formas (garratuchas) no papel se eu tentasse a idéia original. ja tentei, aliás. Por isso iniciei esta atividade com a forma do rosto, justamente para que tenham uma idéia da localização espacia e a composição do rosto, pois, ainda não possuem este conceito. Observei que as crianças não sabem que os olhos fica acima da boca e que a boca fica abaixo dos olhos. teve criança que colocou olhos, boca e nariz, todos um em cima do outro. meu objetivo com esta atividade é que saibam que os olhos, a boca e o nariz localizam-se no rosto. tudo ainda é muito primitivo, pois, é o primeiro ano de escola desta turminha. Abraço e obrigada. À propósito, a brincadeira "anda, anda..." foi desenvolvida com um certo saldo positivo, algumas crianças, mesmo que imitando a professora, realizaram as tarefas da letra da música.
Darli Collares said
at 9:53 am on May 17, 2010
Elisângela, é marcante, pelo teu relato, o fato de teus alunos estarem num momento de transição entre o período sensório motor e o pré-operatório. Recomendo a leitura sobre a Formação de Símbolo ou o Nascimento da inteligência, em especial os protocolos. Vais encontrar teus alunos neles. Seria interessante que registrasses as falas e as ações das crianças, registrando as idades das mesmas, afinal, estás contribuindo com o desenvolvimento delas.
Abraço
Darli
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