Pólo de Gravataí
RELATÓRIO DO ESTÁGIO
Elisângela Rodrigues Garcia
Supervisora do Estágio: Profª Darli Collares
Tutora do Estágio: Profª Simone Gonzalez Gomes
Julho/2010
PROJETO DE ESTÁGIO: O DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE EM CRIANÇAS NA FAIXA ETÁRIA DE 2 ANOS DE IDADE
Estágio Curricular Supervisionado em PEAD
Nome: Elisângela Rodrigues Garcia
Registro Acadêmico: 156625
Período do Curso: 2006/2 à 2010/2
Campo de estágio
Nome: Escola Municipal de Educação Infantil Branca de Neve
Profissional Responsável: Diretora Neida Hoch Wilmsen
Portaria Nº 1.180/2009
Supervisora: Profª Darli Collares
Período de Estágio
Início: 12/04/2010 Término: 21/06/2010
Jornadas de trabalho: 20 horas semanais.
Total de horas: 180 horas
Novo Hamburgo
R/S – Brasil
Julho/2010
Sumário
1.Introdução..............................................................................................4
2. Síntese do Projeto de Estágio.. 9
3.Relato Reflexivo de Práticas Pedagógicas. 11
4.Proposta de Investigação para o TCC.. 17
5.Considerações finais. 18
6.Meu Sonho para o Futuro.. 20
7.Referências. 22
8.Apêndices e anexos. 23
1. Introdução:
Sou professora com formação em magistério, conclusão em 1992 na Escola CNEC de 2º grau Tenente Portela. e acadêmica do curso de Pedagogia na modalidade EAD, 8 semestre, na UFRGS.
Com a intenção de atualizar-me e crescer profissional e pessoalmente, venho participando de eventos educacionais e cursos na área da educação. Cito os realizados no período do curso PEAD:
- · 5º Salão de EAD na UFRGS no dia 28 e de maio de 2009;
- · Videoconferência (re) descobrir-se: O Desafio da Educação, proferida pela Drª Leda Lísia Franciosi Portal, no dia 12 de novembro de 2009 na FIERGS;
- · Seminário de Educação Empreendedora - desafio para a educação contemporânea, realizado no dia 19 de novembro de 2009_SEBRAE;
- · Curso de extensão “Trabalho em Equipe: uma Competência a ser Desenvolvida”, coordenado por Patrícia Alejandra Behar de 06 a 27 de janeiro de 2009, na UFRGS;
- · Oficina sobre Infância, Escola e TV Digital, coordenado por Liliana Maria Passerino, de 1 a 24 de junho de 2009 na UFRGS;
- ·
- · VI Jornada Pedagógica Um Olhar Inclusivo: Instrumentalizando a Escola, julho de 2008;
- · XII Fórum Internacional de educação, junho de 2010;
- · Mini-curso: Som, fisionomia e gestos: A imagem do professor, junho de 2010;
- · Apresentação de trabalho “O desenvolvimento da Oralidade em Crianças na Faixa Etária de 2 Anos de Idade, no X Fórum Municipal de educação de Novo Hamburgo;
Minhas experiências profissionais são em docência em Ensino Fundamental, pré, 1ª, 2ª, 3ª séries em um período de 7 anos, bem como docência na disciplina de Artes e Educação Religiosa de 5ª série ao 3º ano do Ensino Fundamental e Médio. No ano de 2009 participei da criação e execução do projeto desenvolvido na escola, “Consciência Negra”. Em 2008, na criação e desenvolvimento de um laboratório de aprendizagem.
Atualmente, exerço a docência em Educação infantil com crianças na faixa etária de 2 anos de idade, 40 horas semanais, por nomeação na rede municipal de ensino de Novo Hamburgo. Esta experiência está sendo uma resposta às minhas dúvidas enquanto professora do ensino fundamental. Hoje, como professora de educação infantil, tenho uma visão mais específica dos estágios de desenvolvimento, segundo Piaget, 1982.
Na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Branca de Neve encontro uma escola que proporciona para as crianças, professoras, funcionários, pais e famílias, um equilíbrio entre o educar e o brincar, entre as aprendizagens e a alegria, entre o cognitivo e o afetivo. Representa um lugar seguro onde a criança desenvolve-se em todos os aspectos. A forma com que são colocadas as opiniões, sugestões, críticas construtivas e experiências pessoais, tem um tom afetuoso de interesse de que todos tenham sucesso, porque todos fazem parte de um mesmo grande objetivo, perceber a escola como sua. Expressam paixão em tudo o que fazem e demonstram com carinho o afeto que recebem mutuamente.
Esta escola atende aproximadamente 102 crianças. Há os alunos de turno integral, os que vem apenas no turno da manhã e os que freqüentam a escola apenas no turno da tarde. As turmas são distribuídas em: uma turma de crianças na faixa etária de 2 anos, três turmas na faixa etária de 3 anos e duas turmas na faixa etária de 4 anos. Possui um quadro de seis professoras, todas com formação superior ou em fase de conclusão, uma estagiária no magistério, uma coordenadora pedagógica, diretora, bibliotecária, duas funcionárias na área da limpeza e duas funcionárias merendeiras, psicóloga estagiária e uma dentista com atendimento às crianças matriculadas e portadores de necessidades especiais. As reuniões pedagógicas são mensais, no horário de trabalho. Um mês é no turno da manhã e no outro, no turno da tarde. As crianças são dispensadas quando acontecem estas reuniões. Além destas, temos também, reuniões de formação na rede, regionais e as escolas da EMEI (Escola municipal de Educação Infantil) se encontram para estudos. Estas reflexões têm a finalidade de as EMEIS, caminharem juntos com os mesmos objetivos e orientações. São bimestrais, à noite, fora do horário de trabalho, mas contam como horas trabalhadas. O objetivo maior desses estudos são os eixos temáticos: 1) conhecimento e currículo, 2) tempos e espaços na escola, 3) gestão democrática, 4) princípios de convivência, 5) inclusão, diversidade e igualdade e 6) educação ambiental e sustentabilidade. Estas formações em rede, inicialmente, prepararam os educadores para a 1ª Conferência Municipal de educação de N.H. Essa conferência trata da construção dos princípios e diretrizes da educação, legitimadas na participação para a construção de um Projeto Pedagógico Cidadão, para os próximos dez anos, para o município de N.H. Envolve a participação popular de todos os envolvidos com a educação.
Esta escola está localizada dentro do Parque dos Trabalhadores, com um amplo espaço físico e generosa área ambiental. Entre seus ambientes, possui a área coberta para recreação e duas pracinhas. Tudo isso rodeado por muitas árvores.
A relação com a comunidade é muito boa. A administração conta com o apoio desta e em geral para todas as decisões. Quem administra os recursos que vem da prefeitura e os conquistados por meio de contribuição espontânea e alguns eventos, como o tradicional carreteiro, é a Associação de Pais e Mestres, eleita por votação popular e administra a escola por um período de dois anos. Geralmente o grupo é reeleito devido à confiança e seriedade que seu trabalho promove. São realizadas eventualmente visitas às casas das crianças, com o objetivo de levantar dados de interesse dos pais e da comunidade, referente às decisões e projetos a serem elaborados. Quem faz estas visitas são as professoras, nos sábados e estas horas são somadas a carga horária dos servidores.
A turma na qual realizei o estágio tem duas professoras, Letícia e eu, Elisângela, um total de 20 alunos, distribuídos em 13 alunos no turno integral, 3 alunos apenas no turno da manhã e 4 que frequentam a escola apenas no turno da tarde (os turnos são definidos conforme a necessidade dos pais).
Neste período escolar, as crianças estão saindo do estágio sensório-motor e entrando no estágio pré-operatório (2 a 7 anos +-). O pensamento da criança começa a deixar de estar limitado ao seu ambiente das sensações, em virtude do desenvolvimento da capacidade de compreender o ambiente fora de si mesmo. Para reconhecer as características do desenvolvimento da criança, as aprendizagens nas interdisciplinas de Psicologias I e II, foram importantes, em destaque, o texto extraído de Tania Beatriz Iwaszko Marques, postado no ROODA em 25/05/2007, “Do Egocentrismo à Descentração: a docência no ensino superior” que trata da gênese do conhecimento e noções de como funcionam as estruturas cognitivas, segundo Piaget.
Algumas características das crianças na faixa etária de 2 anos de idade, segundo Lima, 1991, são:
Egocentrismo: É a incapacidade de colocar-se no ponto de vista de outra pessoa;
Centralização: Percebe apenas um dos aspectos de um objeto ou situação, no caso o seu ponto de vista;
Animismo: Atribui vida aos objetos, tudo tem vida;
Realismo nominal: a criança pensa que o nome faz parte do objeto;
Inclusão de classes: Dificuldade de entender que um indivíduo ou objeto possa pertencer a duas classes ou mais (ex: a mãe ser mãe, esposa e mulher ao mesmo tempo ou um brinquedo ser seu e do irmão ao mesmo tempo, etc.);
As crianças da turma são tranquilas em sua maioria. Participam de todas as atividades propostas e há o retorno apresentando o alcance dos objetivos. Às vezes surpreendem com reações inesperadas.
Demonstram muita energia, pulam, correm e às vezes querem mover-se mais rápido do que sua capacidade de locomoção. A linguagem mostra-se clara para algumas e para outras em processo de construção.
Gostam muito da pracinha e ainda pedem para serem embaladas. As brincadeiras são individuais, sentam no chão e apesar de estar reunidas, cada uma concentra-se em sua própria atividade colocando pedrinha no balde, por exemplo. As coisas devem ser do jeito delas se não for como querem, choram, mas com a intervenção das professoras logo se deslocam para outra atividade que lhes chama a atenção.
Mostram-se carinhosas, afetivas, às vezes, ansiosas e expressam os seus sentimentos e emoções.
Ao realizarem a higiene, umas já possuem controle do xixi e do coco, mesmo que algum “incidente” ocorra de vez em quando, enquanto outras se encontram em processo de retirada das fraldas. Gostam de tirar e colocar a roupa, sozinhas, mesmo que as professoras fique por perto para ajeitar depois o que não foi possível concluir.
Fazem acordos e combinações, mas há a necessidade de sempre retomá-las. Quanto à hora das refeições e lanche, fazem o trenzinho, organizam-se em fila para ir ao refeitório, fazem a oração, comem sozinhas, na maioria e gostam dos alimentos oferecidos.
Enfim, uma turma muito alegre, participativa e organizada.
- Síntese do projeto de estágio (anexo 2):
No processo de desenvolvimento do projeto, busquei nos estudos e nas propostas de atividades, desenvolver a oralidade, a aquisição e construção da linguagem com ênfase na comunicação e expressão nas crianças na faixa etária de 2 anos de idade.
Em meu blog, [1]postagem de 14 de junho de 2010, cito como mudanças mais significativas, as de comportamentos, socialização, adaptação e desinibição nas inter-relações. Posso acrescentar às novas aprendizagens, por exemplo, as percepções e consciência de um mundo fora de si mesmo. Em meu blog, na postagem que tem como título “Para haver inter-relação é necessário querer”, observo que as crianças estão aumentando o nível de percepção dos fatos acontecendo em seu meio (o tempo verbal no presente, justifica-se pelo fato de continuar sendo, a titular da turma, após o término do estágio). Demonstram através da linguagem, aumento do vocabulário e frases mais elaboradas. Passaram, também a participar mais na hora da rodinha. Nas conversas em que descrevem o que acontece em casa, ter que falar a respeito dê, tem estimulado novos conhecimentos e mudanças na forma como as crianças estão se relacionando em grupo. Nessa faixa etária, a criança inicia um processo de exploração da realidade e do mundo em que vive e é com a aquisição da linguagem que se inicia o domínio do simbólico.
Busquei respostas às questões que me incomodavam:
* Como ajudar as crianças no desenvolvimento e construção de vínculos nas inter-relações e como intervir no processo de desenvolvimento da capacidade de comunicação e expressão?
Magalhães (2006), cita Lacan que afirma que o desenvolvimento da oralidade acontece quando a criança percebe-se como indivíduo (fase do espelho).
Compreendi que devemos oportunizar situações em que a criança se sinta segura, através dos jogos simbólicos, compreendendo este mundo em que vive, desenvolvendo a autonomia.
Como arquitetura pedagógica (anexo 2), foram registradas as atividades e as diferentes situações em fotografias (mais de 900) e filmagens que serão entregues a cada criança em um DVD, como lembrança de suas aprendizagens e momentos na escola. Incrível, como esses recursos de imagens, podem estruturar a prática na sala de aula, bem como as reflexões e planejamento no processo. Para registrar a culminância do Projeto Oralidade, foi realizada uma apresentação (anexo 3) em Power Point para os pais (anexo 4). Apresentamos todo o processo de desenvolvimento, as observações, descobertas, angústias, aprendizagens e estudos feitos com relação ao desenvolvimento da oralidade na faixa etária de dois anos de idade. Tivemos a participação ativa de 65% dos pais dos alunos na reunião, encantados pelo trabalho desenvolvido. Acredito que foram alcançados todos os objetivos que ao longo do processo fui vislumbrando. Tivemos também a contribuição da fala da fonoaudióloga Mariane Plegge dos Santos, funcionária municipal de Novo Hamburgo que atende todas as escolas da rede. No dia 25-06-2010, recebemos na escola um representante do Jornal NH, com o objetivo de divulgar o projeto através de uma [2]reportagem (anexo 5). Tive a oportunidade de divulgar este trabalho, também, no X Fórum Municipal de educação de Novo Hamburgo, no dia 9 de julho de 2010 (anexo 6).
- Relato reflexivo das Práticas Pedagógicas
Posso vislumbrar com alegria que foram alcançados os objetivos propostos no Projeto de Estágio, pois, todas as crianças que estão em processo de desenvolvimento da linguagem e, apresentavam dificuldades em expressarem-se verbal e corporalmente, demonstram através da fala, nas brincadeiras e na integração com os colegas, evolução na aquisição da linguagem, comunicação e expressão.
A transformação mais relevante foi postada na reflexão referente à nona semana de estágio e refere-se a uma aluna que não se comunicava com nenhum colega e professoras.
[3]Tenho observado-a, brincar com uma coleguinha e rindo sozinha por ter uma amiga. Está no nível em que brinca apenas com uma coleguinha e não aceita a intervenção de mais ninguém, como se a amiguinha fosse sua posse. Mas, comunica-se, inventa, representa. Quando percebe que estou observando, ri escondidinha, feliz de estar vivendo a escola. Antes de iniciar o projeto de estágio cheguei a pensar em traços de autismo e hoje, observo uma criança interagindo e tendo consciência desta mudança. Percebo que ela tem esta consciência, pela forma que reage quando vê que estou analisando. Sei que ela sabe o que está acontecendo, que está mudando e interagindo com os colegas. Imagino também que, quando ela se isolava e até mesmo não se comunicava com ninguém, também tinha esta consciência e por isso era uma criança reprimida e não sorria.
Logo na 1ª semana, percebi que meus alunos encontravam-se em estágios diferentes, embora na mesma fase de desenvolvimento e também com interesses diferenciados. Observei que através de atividades que proporcionam o jogo simbólico, como brincar de casinha (anexo 7), por exemplo, as crianças que não falavam, disseram algumas palavras como: mãe, roupa, nenê, papai. Nessa brincadeira, percebi que, as crianças reproduzem atitudes e comportamentos representados da forma como as famílias convivem. Uma menina delimitou um espaço e chegava a ser agressiva quando outra criança aproximava-se, não fosse um colega, “o papai”, e ela, a “mamãe”. Algumas sugestões de como proceder, dadas pela professora Darli, foram importantes no processo, como, [4]“Nesta fase em que as crianças se encontram, faz-se necessário abrir espaços para que construam relações e vínculo. Cuida, nesse sentido, para não sistematizares demais a organização do espaço e das ações das próprias crianças”.
Já nas primeiras atividades desenvolvidas, percebi que entre as crianças que me motivaram no tema do projeto, apresentavam-se distintas características quanto às dificuldades: crianças que não falavam por imaturidade nas estruturas cognitivas e necessitam de auxílio no processo de aprendizagens; outras por imaturidade orgânica e por não terem estruturas cognitivas, porém dentro da normalidade para a fase. Também as crianças com dificuldade de adaptação ao grupo que representa a sua primeira experiência de socialização. Sélia (1996, pág. 168) em seu livro Psicologia e Construtivismo, diz que:
O ser humano vivencia dois momentos em ser membro de um grupo social: socialização primária e secundária. O primeiro em que o bebê é apenas um ser biológico vai se tornando membro da família e de seu bairro. Escola é então, um grupo social que faz parte do processo secundário.
Descobri neste texto que meus alunos não têm dificuldades de relacionamentos, como já li em muitos pareceres descritivos, mas, quando se envolvem em conflitos ou não interagem, podem ainda não terem experienciado situações e nem alcançado maturidade para compreender alguns conceitos de identidade social.
Uma das primeiras ações foi conversar com toda a equipe escolar, no sentido de auxiliar as crianças em suas manifestações de desejos e necessidades. Assim, quando uma criança demonstrasse querer dizer algo, fosse proporcionada a esta a efetiva possibilidade de verbalização. Não mais se agiria de forma que a criança não verbalizasse o seu desejo. Essa mudança foi fundamental e trouxe resultados significativos, principalmente na hora das refeições quando passaram a, pelo menos, balbuciar que desejavam repetir.
Percebi que conversando com meus alunos, olhando-os nos olho e falando com eles como sujeitos, eles vão desenvolvendo a linguagem oral com mais naturalidade e sentido. Para Piaget (2008, pág. 55), “[...] a criança interage com o meio, ou seja, que a construção do conhecimento acontece na interação organismo-meio [...] até a criança se socialize, ela tem um pensamento autístico (individual)”.
Com base nos relatórios, direcionei meu olhar para aprendizagens que meus alunos precisavam construir, antes de constituir seu próprio corpo, como indivíduos. Ter noções do que faz parte do próprio rosto (anexo 8), por exemplo. A primeira música trabalhada foi “Janela, janelinha, porta, campainha, piiibiiit”, gesticulada com os dedos nos olhos, boca e nariz. Perceberam os rostinhos com estes “objetos estranhos”. Estranhos, porque mesmo sendo do seu rostinho, eles parecem ter vida própria (animismo). Mas, o importante, neste momento foi darem-se conta de que, em seu rosto existem os olhos, a boca e o nariz. Que também, nos outros indivíduos o rosto tem a mesma contextualização. Quando estavam totalmente envolvidas nas atividades, observei que crianças que não falavam, repetiam sem perceber, frases ditas em coro, com a professora e os coleguinhas. Nas filmagens, pude avaliar minhas ações e as reações das crianças. Na terceira semana de estágio, por exemplo, observei nos vídeos que uma menina que não falava, sabia falar e já estava interagindo com os colegas. Hoje está totalmente integrada e em nada se parece com a aluna que era antes do início do projeto.
Outra mudança significativa aconteceu com uma aluna que chegava à escola chorando todos os dias. Quando a mãe demonstrou confiar na escola, em observar a nossa proposta de trabalho, a criança passou a sentir-se segura e confiante também. Aliás, as atividades da 4ª semana, referentes ao dia das mães (anexo 9), aproximaram a escola e famílias, As crianças, demonstraram-se mais adaptadas, como se esta passasse a ser mais familiar. Isto fez com que avançassem no processo de socialização. Passaram, então, a conversar mais umas com as outras. Aproveitamos o evento em homenagem às mães para conversar com elas sobre o projeto do estágio e estabelecer parceria com a família no processo. Foram importantes também os exercícios de soprar no soprador que confeccionamos com garrafas petis. Para o desenvolvimento da linguagem é necessário, também o fortalecimento da musculatura facial, nos instruiu a fonoaudióloga, funcionária da SMED de N.H, Mariane Plegge dos Santos. Algumas crianças que ainda fazem o uso do bico têm essa região mais flácida.
Quando, através de demonstrações, as crianças aprenderam a brincar de casinha, passaram também a brincar com as bonecas e a usufruir da caixa das fantasias (anexo 10). Foram semanas bem interessantes, observando o desenvolvimento das crianças fazendo uso do jogo simbólico. Passaram posteriormente a olharem-se no espelho. Uma atividade “abria um leque” de possibilidades para outras tantas num crescente processo de aprendizagens. [5]Mauro e Andrade, (2008) afirmam que mais ou menos aos dois anos de idade, como em fase anterior, a criança repete o que vê e acha significativo, bem como, os gestos que aprendeu pela imitação. Por isso a importância de nós, adultos, demonstrarmos o que queremos que as crianças compreendam e, fazer de nossas atitudes, lembranças que tenham significados para que elas possam adequar em suas próprias experiências.
Depois da visita da fonoaudióloga Mariane, na turma, eu tomei a decisão, de observar e acompanhar mais intensamente, as aprendizagens de um aluno que apenas balbuciava. Percebi que por causa das atividades, ele acabou por interagir mais com os colegas e observei-o conversando com os coleguinhas. Constatação: sua dificuldade era de socialização. Passei a criar mais oportunidades em que ele pudesse construir relações com os colegas e desenvolver sua autonomia, pois, ainda apresenta dificuldades em ações que exigem uma relação com o próprio corpo: fazer coco na escola porque sabe que precisará se limpar ou chamar a professora para que lhe auxilie, por exemplo.
Passei a demonstrar todos os dias, as aprendizagens que eu queria desenvolver com as crianças, através de contos e interpretações. Nesse sentido, me reportei às aprendizagens das interdisciplinas de Ludicidade quando refletimos sobre a nossa prática docente, sobre o brincar em sala de aula e Literatura infanto juvenil, quando exercitamos a “magia” da contação de histórias e a importância da ficção para a criança compreender e resolver questões da sua realidade. O penico foi para a rodinha (anexo 11), acompanhado de uma boneca, com ele acompanhamos durante alguns dias, o desenvolvimento de uma criança desde o seu nascimento. Com isso as crianças passaram a ter interesse em superar desafios e alcançar algumas conquistas porque o bebê também podia crescer e fazer. Um dos momentos mais impressionantes da minha vida profissional, aconteceu na sexta semana, quando depois da rodinha, uma aluna (2 anos) que usa fraldas, após fazer coco na fralda, foi sozinha ao banheiro e colocou o coco no vaso, dando tchauzinho e tudo. Foi tão emocionante! Como, para uma criança de dois anos, as mensagens são absorvidas com tamanha profundidade e rapidez!.
Como recursos básicos no processo de estágio, trabalhamos com a musicalidade e atividades de expressão corporal. Visivelmente, pude perceber o avanço cognitivo das crianças e a partir delas, planejar as futuras ações. É encantador, como, observando-as, nos mostram os caminhos para seguir com o processo de ensino aprendizagens.
Um dos alunos, o V. (2 anos), está passando de um estágio egocêntrico para uma linguagem socializadora. Esta interagindo mais e tentando conversar com os colegas e as professoras. Segundo Piaget (1992) o egocentrismo é a característica infantil, base do pensamento da criança, na qual permeia todo o processo de desenvolvimento. Percebi que devido às atividades, todas de movimento, as crianças ampliaram a noção de espaço e a relação com esse, com certeza, esta função é um dispositivo para o desenvolvimento e ampliação da linguagem. Percebo as crianças usarem palavras que aparentemente são “erradas" para nós adultos: fazi, sabo, comei tudo, etc. Para Both (2008), essa linguagem da criança, em fase de aquisição, deve-se ao princípio do processo analógico e afirma que o falante tende a tornar regular os verbos irregulares da língua. Aos poucos, a criança percebe que a língua tem estruturas e regras que a regem e vai ampliando essas normas em sua fala. Estes “erros” escondem uma bela linha de raciocínio linguístico. Para Vigotski (Both, pág. 77), ''Uma das principais fontes de motivação para aprender uma língua, é "ter de se virar". O aluno tem que ter a necessidade de se comunicar. E isso que está acontecendo com as crianças da minha turma. Tenho conversado com os pais e estimulado esta prática, bem como, com todos os colegas professores e funcionários na escola.
Entre as propostas de atividades que foram realizadas a boneca KIKA (anexo 12 e 13), aos poucos, foi ganhando forma, identidade, personalidade e as características dos alunos que visitava. Fizemos também o álbum gigante (anexo 14) com as músicas e atividades trabalhadas, que desenvolvem a percepção e expressão corporal. Nesse, exposto na sala, as crianças escolhem a música que desejam cantar e a reconhecem pelos trabalhinhos feitos e colados em cada página. Nas músicas as imitações e onomatopéias tiveram o seu valor. Um exemplo de minhas aprendizagens é em tudo o que quero, falo cantando, a música seduz as crianças na escola. Fica mais fácil chamar a atenção das crianças para o que queremos dizer e fazer. É muito impressionante! Fizemos interpretações de histórias criadas com o objetivo de explicar o nascimento e desenvolvimento de uma criança, bem como ajudar a deixar de usar a chupeta e as fraldas. Para tanto a Kika foi de especial importância. Construímos um móbile (anexo 15) com bonecos feitos com sucatas (aliás, todas as atividades são feitas com material reciclado). Realizamos atividades de expressão corporal, danças, cantigas, momentos com jogos (anexo 16), brinquedos que desenvolvem as estruturas cognitivas (quebra-cabeças, etc.) e brincadeiras livres, com atividades em espaços e cantos móveis, oportunizando o jogo simbólico. Veiga (2009) descreve que o jogo simbólico, também chamado de “faz-de-conta”, caracteriza-se por recriar a realidade usando sistemas simbólicos. Ele estimula a imaginação e a fantasia da criança, favorecendo a interpretação e re-significação do mundo real.
Pude perceber a complexidade de meu trabalho e a importância de trabalhar junto com as famílias, colegas professores e funcionários da escola, nos esquemas que devem ser compreendidos na formação e desenvolvimento da criança. É importante, também, considerar a importância de nossa relação com essa criança, que precisa de nós muito mais do que ser cuidada em suas necessidades, mas, como educadores que somos, tem a nossa contribuição direta na formação de sua personalidade.
4.Proposta de Investigação para o TCC:
Durante todo o processo de desenvolvimento deste Projeto de Estágio, algumas questões surgiram e acompanharam-me na turma na qual trabalho, e despertaram-me o interesse em estudar a respeito:
- De que forma os professores, os pais dos alunos e escola como um todo, podem construir uma relação que possibilite o desenvolvimento de propostas pedagógicas, projetos e planejamentos de aulas?
- De que forma construir um diálogo com as famílias com relação ao resgate de suas funções na vida dos filhos?
Senti a necessidade de estabelecer uma relação mais profunda com os pais no desenvolvimento do Projeto do estágio, quando percebi a importância das funções da família no desenvolvimento da Oralidade nas crianças.
Estas são algumas das questões que gostaria de estudar a fim de refletir e ter maior segurança em minha prática docente.
- Considerações Finais
Neste período de estágio, em que, mais do que em qualquer outro momento, somos motivados a fazer uma reflexão sobre a teoria e a nossa prática, foi possível observar o quanto aprendi ao longo de todo o curso PEAD. Lembro-me, de antes do curso, não compreender nem a linguagem dos colegas professores. Uma situação engraçada aconteceu em um conselho de classe anterior a 2006, em que, uma colega descreve o desenvolvimento de um aluno na área cognitiva. Eu não sabia o que queria dizer a palavra cognitiva. Uma citação em uma postagem de S. I. IV, menciono:
[6] Por sermos todos já profissionais e termos a prática a nosso favor, as mudanças e dificuldades e até mesmo as conquistas se referem ao conhecimento que estamos adquirindo. Como se à medida que vamos estudando, estamos todos compreendendo uma prática que a muito viemos tendo, muitas vezes sem nos darmos conta que agora só estamos “dando nomes aos bois”. É a tal da reflexão crítica sobre a prática e a curiosidade Epistemológica, citada no Livro [7] “Pedagogia da Autonomia” (Freire,2003, pág. 87).
Em meu estágio, descobri que, no processo de socialização, é necessário a permissão da criança para ela “se abrir”, “dar margem”, querer interagir. Enquanto a criança não se permite, a socialização não acontece. É necessário dizer sim. À medida que meus alunos foram aceitando ouvir, responder, fazer parte de e permitir que os outros façam parte do “seu mundo”, foram colocando-se em situações que os conceituam como indivíduo social.
O que mais me chamou a atenção nesse projeto é que fui à busca de respostas para minhas dúvidas com relação à oralidade e percebi que deveria trilhar outros caminhos que me remeteriam às fases anteriores a que meus alunos encontravam-se, como as que ainda não vivenciaram.
[8]Reichert (2009) nos faz perceber a importância de nós adultos na formação da personalidade e caráter de uma criança, no adulto que ainda vai ser, ou no adulto que é e a formação que obteve na infância. Percebo ainda mais minha responsabilidade enquanto educadora na educação infantil, na fase de formação do caráter e personalidade. Quando tive que migrar para outros temas, foi necessário planejar atividades relacionadas ao desenvolvimento da identidade (anexo 17), desenvolvimento da autonomia, relação com o outro, socialização, adaptação, imaturidade das estruturas cognitivas, (basicamente por meio da música e expressão corporal). Isso se dá, pelo fato de que, o falar é um recurso da comunicação. Para comunicar, deve existir o que, por que e para quem. Se, a criança não se vê como sujeito, não se reconhecerá fazendo parte de um grupo e não haverá a necessidade de comunicação, nem de si e nem numa inter-relação.
- Meu Sonho para o Futuro
Acredito que a postagem em meu blog, de Novembro de 2006, descreve com muita profundidade minhas perspectivas para o futuro. Um pensamento que me acompanha e poderia ser atribuído a mim, como característica de minha personalidade. Na interdisciplina de Escola Cultura e Sociedade, Uma Abordagem Sociocultural e Antropológica, professora Vera Corazza, houve uma atividade em grupo que deveríamos escrever sobre nossas perspectivas para o futuro (digo característica de personalidade porque são perspectivas que tive e ainda tenho, apesar de acreditar tê-las alcançado. Fizemos um texto coletivo. Relendo o texto, percebi que minhas perspectivas ao iniciar o curso foram todas conquistadas.
[9]... muito além de simplesmente nos formarmos na faculdade, e é na UFRGS. Desde o início do curso PEAD, nós percebemos que há neste, uma forma diferente, inovadora, diríamos extraordinária de formação de docentes. Não somos apenas pioneiros, preocupados em transformar todo um sistema de ensino tradicional e obsoleto, este mesmo sistema esta proporcionando mudanças e transformações. Mal sabíamos ligar o computador quando iniciamos o curso [...] a teoria, os textos, e tudo que nos é proposto como atividades, desenvolvem em nós, conhecimentos. Conhecimentos que torna-nos capazes, de observar, analisar, tirar proveito das novas experiências, “organizarmos as idéias”, debater, pesquisar e questionar nossas práticas como educadores. [...]. Muito mais que uma formação acadêmica, desenvolvendo em nós, atitudes que de uma forma ou outra, reflete-se na sociedade (somos educadores). Teoricamente estamos aperfeiçoando nossa identidade de professores e tendo a oportunidade de crescer e obter os resultados em uma prática imediata. Nesta formação de professores a escola ganhou uma nova dimensão social que nunca teve. De repetidora, ela se tornou co-criadora deste novo mundo que aí está. Para que possamos continuar nesse curso é preciso destruir preconceitos, transgredí-los, ter consciência que estamos literalmente correndo atrás do que queremos aprender e ser, transformando a realidade.
Meu sonho para o futuro é realizável, hoje sei disso, pela formação que tive neste curso. Acredito na Escola, acredito no professor, acredito no aluno, acredito na educação. Enquanto acadêmica, através do curso fui construindo conhecimentos, competências e habilidades para fazer o que é necessário, em função de tudo o que acredito como educadora. Sai de uma instituição tradicional, a qual me impedia de colocar em prática tudo aquilo em que acredito como educadora e enquanto lá estive, fiz o possível para fazer a diferença. Fiz concurso público, passei e hoje estou na rede municipal de N.H, um campo de ação onde o fazer docente é valorizado, onde a atualização do professor é estimulada e as práticas são compartilhadas. Busquei esta situação profissional e o curso PEAD é responsável pelas minhas conquistas. Deu-me suporte teórico, oportunidade de reflexão sobre a minha prática, instigando-me a sair da zona de conforto e a criar uma realidade onde posso agir e crescer profissionalmente. Meu sonho para o futuro é fazer um curso de especialização em psicopedagogia ou na área da psicomotricidade, mestrado e doutorado. Quero sempre discutir educação, compartilhar conhecimentos, aprender cada vez mais e fortalecer a minha prática docente em função de um sistema educacional cada vez melhor.
- Referências:
* PIAGET, Jean e INHELDER, Bärbel. A psicologia da criança. São Paulo: DIFEL, 1982.
*Texto extraído de: MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Do Egocentrismo à Descentração: a docência no ensino superior. Porto Alegre: UFRGS, 2005. Tese de doutorado.
* LIMA. Adriana Flávia Santos de Oliveira. Pré escola e alfabetização, uma proposta baseada em P. Freire e J. Piaget. Petrópolis: vozes LTDA, 1991.
* MAGALHAES, Darlene Denise Machado de Moura Oliveira de. Constituição do sujeito X Desenvolvimento da criança: um falso dilema. Estilos clin. [online]. Jun. 2006, vol.11, no. 20 [citado 04 Julho 2010], p.92-109. Disponível na WorldWide Web: http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-71282006000100008&lng=pt&nrm= ISSN 1415-7128. Acessado em: 04 de Julho de 2010.
* REICHERT, Evânia. Infância A Idade Sagrada. Edições Vale do Ser. 2009. 2ª edição.
GARCIA, Elisângela Rodrigues. Para Haver Iter-relação, é necessário Querer. Estilo clin (online). Jun.2010.Disponível no Blogspot Web em : http://elisufrgs.blogspot.com/2010/06/para-haver-interrelacao-e-necessario.html. Acesso em 5 de julho de 2010.
*MAGALHAES, Darlene Denise Machado de Moura Oliveira de. Constituição do sujeito X Desenvolvimento da criança: um falso dilema. Estilos clin. [online]. Jun. 2006, vol.11, no. 20 [citado 04 Julho 2010], p.92-109. Disponível na Worldwide Web: http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-71282006000100008&lng=pt&nrm= ISSN 1415-7128. Acessado em: 04 de Julho de 2010.
http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/por_que_bebes_nao_falam_como_adultos__5.html
* GARCIA, Elisângela Rodrigues, Último dia de Estágio: Apresentação do Projeto para os Pais. Estilo clin (online). Junho de 2010,disponível na pbwork web: http://elisangelaestagio.pbworks.com/%C3%9ALTIMO-DIA-DE-EST%C3%81GIO%3A-APRESENTA%C3%87%C3%83O-DO-PROJETO-PARA-OS-PAIS Acessado em 4 de julho de 2010.
* VEIGA GONÇALO. Jogo Simbólico. Estilo clin (online). Junho de 2009. Disponível na Wikipédia Web em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogo_Simb%C3%B3lico
* GARCIA, Elisângela Rodrigues. Planejamento e Reflexão: Nona Semana. Estilo clin (online). Junho de 2010. Disponível na pbwork Web: http://elisangelaestagio.pbworks.com/PLANEJAMENTO-E-REFLEX%C3%83O%3A-NONA-SEMANA. Acessado em: Julho de 2010.
* BOTH, Ivo José e outros. Jean Piaget e o Interacionismo, Desenvolvimento da Linguagem Humana. ULBRA, Curitiba, IBPEX, 2008.
* BARROS, Célia Silva Guimarães. Psicologia e Construtivismo. São Paulo. Editora Ática, 1996.
* ANDRADE, Luiza. MAURO, Beatriz santos. O que não pode faltar na educação infantil. Nova Escola. Novembro de 2008.
* REVISTA DO PROFESSOR, Porto Alegre, 8(30): 12-18, ABRIL/JUNHO. 1992.
8. Apêndices e anexos:
- Projeto de estágio
- Arquitetura Pedagógica
- Apresentação do Projeto Para os Pais
[1] Postagem: “Para Haver Inter-relação, é Necessário Querer”. Disponível em http://elisufrgs.blogspot.com/2010/06/para-haver-interrelacao-e-necessario.html
[2] Reportagem disponível no Jornal NH, dia 19/07/2009: reportagem.pdf
[3] Reflexão semanal do estágio, postagem da nona semana. Disponível em: http://elisangelaestagio.pbworks.com/PLANEJAMENTO-E-REFLEX%C3%83O%3A-NONA-SEMANA
[4]. Comentário referente à reflexão semanal do estágio, postagem da 2ª semana. Disponível em: http://elisangelaestagio.pbworks.com/REFLEX%C3%83O-SEMANAL%3A-1%C2%AA-e-2%C2%AA-Semanas
[6] Postagem “ Análise do Portfólio, março de 2008. Disponível em: http://elisufrgs.blogspot.com/2008/03/anlise-do-portiflio.html
[7] Freire, Paulo. Pedagogia da Autonomia. 26ª edição, 2003.
[8] Reichert, Evânea Aster. Infância, A Idade Sagrada. Edições Vale do Ser. 2009. 2ª edição, páginas 13 e 14.
[9] Postagem no blog, novembro de 2006: “ Perspectivas do Grupo”. Texto coletivo de .Elisângela R. Garcia, Juçara Becker, Tatiana, Cleide Cardoso, Lurdez, Rosimeri e Adriana). Disponível em: http://elisufrgs.blogspot.com/2006/11/perspectivas-do-grupo.html
Comments (0)
You don't have permission to comment on this page.